Na tarde do dia 29 de julho de 2010, 15 horas, reuniu-se — na sede do SIEEESP – Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo, na rua Rui Barbosa, 1145, 9º. Andar, sala 94 — a Diretoria da ARE- Academia Ribeirão-pretana de Educação.
A pauta foi : Ser realizada uma rápida avaliação dos rumos tomados pela ARE e traçar estratégia de percurso para os próximos meses.
Compareceram os Diretores: Luiz Carlos Moreno (Presidente) , João Alberto de Andrade Velloso (Vice ) , Walter de Paula ( 2º. Secretário) , Oscar Luiz de Moura Lacerda ( Tesoureiro) e Antônio Carlos Tórtoro (Assessoria de Imprensa).
A próxima reunião será festiva, no mesmo local, dia 3 de agosto, 17 horas, em comemoração aos 8 anos da ARE.
Na foto: Moreno, Tórtoro, Velloso, Oscar e Valter.
“In totum hominem promovere”
Lema da ARE
No dia 3 de agosto de 2002 , no restaurante Fazenda de Minas , Rua 7 de setembro , 1666, após reunião ordinária da ARL- Academia Ribeirãopretana de Letras , foi proposta aos membros presentes, e aprovada por unanimidade, a Fundação da ARE- Academia Ribeirão-pretana de Educação , idealizada pelo presidente da ARL , Prof. Antônio Carlos Tórtoro.
O adjetivo Ribeirão-pretana , na sua denominação oficial , foi colocado somente para determinar o local de sua sede ( Ribeirão Preto) mas pretendeu congregar Educadores de todo o território nacional .
O primeiro endereço oficial da ARE foi Avenida Santa Luzia , 84, Sumaré , Ribeirão Preto –SP, ( Sede do SIEEESP – Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo ) .
A primeira Diretoria Provisória foi composta pelos professores : Antônio Carlos Tórtoro ( Presidente) , Dr Luis Carlos Raya ( Vice-presidente) , Ely Vieitez Lisboa ( Secretária ) e Waldomiro Waldevino Peixoto ( Tesoureiro) .
A Diretoria Provisória recebeu dos presentes a incumbência de dirigir a entidade até a eleição da primeira Diretoria da ARE , devendo , até a posse dos membros desta última, redigir, aprovar e registrar o Regimento Interno e os Estatutos, compor e aprovar as insígnias da entidade , estabelecer os Patronos das Cadeiras (às 33 primeiras Cadeiras foram dados os nomes dos professores Ribeirão-pretanos homenageados em solenidade realizada no Teatro Pedro II no final do mandato do Prefeito Jábali ), admitir e empossar os novos acadêmicos , realizar a eleição da primeira Diretoria e dar posse aos membros ( Instalação) .
A Diretoria Provisória , deu início às suas atividades designando os acadêmicos : Nilva Mariani, Rita M . Mourão , Ely Vieitez Lanes, Dr Luis Carlos Raya, Waldomiro Waldevino Peixoto , Dr Alfredo Palermo e Antônio Carlos Tórtoro para integrar a comissão que no dia 14 de setembro de 2002 apresentou os projetos de Estatutos e Regimento Interno .
Assim nasceu, há oito anos, a ARE – Academia Ribeirão-pretana de Educação, que desde o dia 29 de maio de 2010, tem nova diretoria: Luiz Carlos Moreno (Presidente) , João Alberto de Andrade Velloso (Vice ) , Meire Aparecida Pedersoli (1ª. Secretária) , Walter de Paula ( 2º. Secretário) , Oscar Luiz de Moura Lacerda ( Tesoureiro) e Antônio Carlos Tórtoro (Assessoria de Imprensa).
No dia 8 de maio de 2004, no Anfiteatro do Centro Universitário “Barão de Mauá”, tomaram posse os seis primeiros membros efetivos da ARE quando, então, receberam o Medalhão de Mérito Educacional “Prof. Nicolau Dinamarco Spinelli” e, pela primeira vez, foi cantado em público pelo coral Em Canto, sob a regência do maestro e acadêmico da ARL, Dr Wilson Salgado (autor da música) , e com a tecladista Maria Cecília Ferrioli, o Hino da ARE ( letra do então Presidente, Prof. Antônio Carlos Tórtoro) .
“O que a lagarta chama de fim do mundo, o homem chama de borboleta”.
Richard Bach
Ao mesmo tempo em que a borboleta é o fim da vida da lagarta, ela é o início de um novo ciclo.
A lagarta traz em si toda a riqueza do que foi semeado no passado, e está grávida do futuro.
A borboleta é uma contradição.
Transforma-se.
O destino da lagarta é virar borboleta, é evolver.
Essa metamorfose é bem dolorosa para a borboleta, não pelo processo em si, uma vez que a lagarta “morre” para si mesma, vivendo enclausurada em seu casulo, mas, sim, pela hora em que ele se abre.
O esforço é grande para rasgá-lo, e, mais tarde, outro esforço é exigido, quando as asas precisam ser estendidas para que se sequem totalmente.
Transforma-se então.
Metaforicamente, é morrer para aquilo que já se fez, e partir para uma nova realidade.
Haverá perda, mas, em contrapartida, ganhos surgirão.
É inevitável, é o curso da vida.
O rio flui.
Depois da metamorfose, ela não mais existe naquela forma.
Em seu lugar, surge a leve e colorida borboleta, que não conhece limitações. Voa rápido por entre as flores em um jardim, ávida pelo néctar, energizada pelos raios de sol.
Irradia vida!
Progredir requer coragem, mas não a de transformar-se, porque isso é totalmente natural, afinal a vida é um abrir e fechar de ciclos.
O casulo já não deve ser visto como uma prisão ou um túmulo, mas como um portal que dá passagem para um mundo novo, visto de cima.
Nunca mais as coisas serão as mesmas.
Uma vez borboleta, lagarta nunca mais.
E foi exatamente esse o processo ocorrido quando da demolição do Colégio Santa Úrsula ( casulo) , da rua São José e a criação do Shopping Santa Úrsula (borboleta) , há dez anos.
E, agora, com o lançamento do livro “Piacevolezza” , no Ponto de Encontro, dia 22 de julho, na praça central do Shopping Santa Úrsula, essa história ficará registrada nos anais da história da Educação de Ribeirão Preto.
“Quando meu olho pousa em um livro real e olha a palavra impressa, o que ele vê são pensamentos descarnados voando pelos ares, deslizando no ar, vivendo do ar, voltando para o ar, pois, no fim, tudo é ar”.
Bohumil Hrabal
Pela primeira vez em minha sexagenária existência, terminei de ler um livro e, imediatamente, voltei à sua primeira página para recomeçar a leitura: e faria isso mais vezes com enorme satisfação.
Essa foi a reação causada em mim por um dos últimos trabalhos de um dos mais importantes autores tchecos contemporâneos, Uma solidão ruidosa, publicado em 1976, que parece, à primeira vista, produto clandestino de um país sob um regime repressivo, como o que vigorava na então Tchecoslováquia soviética. No entanto, passados mais de trinta anos do fim do comunismo no país que acabou se dividindo em duas nações distintas, o relato de Bohumil Hrabal pode ser lido como um dos momentos altos de um tipo de realismo mágico típico dos países da Europa central e do leste.
O narrador, Hanta, passou os últimos 35 anos de sua vida compactando papel usado em uma velha prensa hidráulica, num porão de Praga, infestado de ratos: “ser compactador é um serviços que requer não apenas uma educação clássica, de preferência em nível universitário, mas também um diploma de teologia, porque na minha profissão a espiral e o círculo se juntam, o progressus ad futurum encontra o regressus ad originem”. Durante esse período, Hanta aproveitou para salvar da destruição mais de 3 toneladas de livros raros, possivelmente banidos pelo regime, que ele acabou sorvendo junto com os milhares de litros de cerveja que faziam a alegria de sua alma atormentada. Parte desses livros — Aristóteles, Nietzsche e Goethe são apenas alguns dos autores — Hanta vende para um professor, outra parte é doada a um amigo. O resto permanece estocado precária e ameaçadoramente acima de sua cama, no minúsculo apartamento onde mora.
As mulheres de sua vida — uma anônima garota cigana e a infeliz Mancinka — junto com seu chefe e ele mesmo, entre outros personagens — o cigano fotógrafo com óculos de armação dourada, as ciganas azul-turquesa e violeta aveludada, o professor de Filosofia, as presenças etéreas de Jesus e Laozi ao lado da prensa — formam uma galeria humana bizarra e variada que garante a Uma solidão ruidosa o status de genuína pérola literária, concisa e muito poderosa. Seus temas de fundo, vastos e evocativos para o leitor de qualquer época, vão da persistência da memória à evanescência de todo texto literário, das inconsistências do desejo à implacabilidade de uma tecnologia dominada por burocratas insensíveis — a prensa de Bunny sustituindo trabalho de 20 prensas comuns, nas mãos dos jovens da Brigada de Trabalho Socialista — , que acabam ameaçando a própria vida do fabuloso Hanta.
Ler essa obra de Hanta: “É como jogar lindas frase na boca e chupá-las como balas de fruta, ou sorvê-las como licor, até o pensamento se dissolver em nós feito álcool, infundindo-se no cérebro e no coração e atravessando as veias até a raiz de cada vaso sanguíneo”.
Enfim, Hanta pode ser um idiota encharcado de cerveja, como diz seu chefe, — um idiota diferente, capaz de citar o Talmude, Hegel e Kant com sua cultura bizarra e desorganizada, subproduto do trabalho braçal que desempenha — mas deixará marcas indeléveis na alma e no coração daqueles que amam os livros.
Minha amiga Zuleika Carbonaro esteve presente ao lançamento do livro Piacevolezza, de Antônio Carlos Tórtoro, , no Shopping Santa Úrsula – Ponto de Encontro - no dia 22 de julho de 2010, e apresentou o evento aos seus telespectadores no programa Ribeirão Capital, canal 20.
Fotos das imagens de TV de AC Tórtoro – Grupo Amigos da Fotografia.