LI E GOSTEI : A ÚLTIMA POESIA – DO ORGULHO NASCE A GUERRA

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A PRIMEIRA…DE UMA ÚLTIMA POESIA.

“A guerra é realmente uma droga. Ela não prova nada, e não serve para nada…a não ser tirar a vida das pessoas”.

Max Wagner

É muito difícil — eu diria até quase impossível — avaliar uma trilogia tendo lido somente o seu primeiro volume.
Mas a amostra — primeiro volume — que recebi do autor, é suficiente para sentir que, Do Orgulho Nasce a Guerra, primeiro volume da saga A Última Poesia, é uma fonte interessante de informações sobre a Primeira Guerra Mundial, produzida em forma de romance.
Trata-se de uma misteriosa carta escrita pelo Barão Vermelho a um piloto francês se transforma numa poderosa arma de propaganda, podendo mudar o curso da guerra. A personagem principal da trama é o aristocrata e aviador francês Gerrard de Burdêau, que enfrenta um conflito dentro de si para entender aquela guerra inútil, que matou milhões de homens sem deixar vencedores.
Enquanto isso o cabo Adolf Hitler, ferido em um hospital na Alemanha, relembra seu passado e os horrores daquela guerra terrível que durava quatro anos. A História frente a um soldado alemão angustiado no início de sua loucura, enquanto na França, o aviador Gerrard de Burdêau vive as consequências e o fim do conflito que havia prometido acabar com todas as guerras…
Como sabemos, terminada a Primeira Guerra em 1918, o Tratado de Versalhes colocou de lado um programa denominado “Programa dos 14 pontos” e os “vencedores” — entre aspas porque numa guerra não existem vencedores: são todos perdedores — impuseram duras penalidades à Alemanha: perdeu suas colônias, ficou proibida de ter forças armadas, foi considerada culpada pela guerra e teve que pagar uma indenização aos “vencedores”, e, em sendo assim, a Alemanha perdeu muito dinheiro e mergulhou na maior crise econômica de sua história.
Assim, estava acesso o estopim para a Segunda Guerra Mundial, que forneceu, então, farto material para que Max Wagner escrevesse o segundo volume de A Última Poesia, intitulado Com A Guerra Convive a Poesia – A Segunda Guerra Mundial, e o terceiro volume, Com a Guerra Morre a Poesia – O Fim das Grande Guerras, ainda não publicados.
Informa o autor, na apresentação do seu livro, que: “o maior propósito para escrever um romance militar é mostrar o horror da guerra e que, A Última Poesia foi escrita graças a um grande acervo de livros, documentos, vídeos e imagens sobre a Primeira e a Segundas Guerras Mundiais. A pesquisa durou dezoito anos, sua Literatura foi formada pelos testemunhos escritos dos combatentes que viveram essas terríveis guerras. Somente esses homens poderiam ter descrito os acontecimentos, eles viveram todo aquele horror. Esses bravos me deixaram uma impressão a qual tentarei expressar em palavras”.
Em tempo: acabei de ler Nazistas entre nós — meus comentários sobre esse livro estão em meu site http://www.tortoro.com.br/blog/?p=9281 — e foi impossível não encontrar no trabalho de Max Wagner o embrião do nazismo, que já nasceu de uma morte: o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do Império Austro-Húngaro, quando visitava Sarajevo, capital da Bósnia, em 28 de junho de 1914.
Enfim, mesmo sem conhecer o conteúdo dos dois volumes que completam a obra, penso que A Última Poesia será de grande valia para aqueles que ainda se emocionam com os fatos ocorridos nos mais de trinta anos ocorrido — 1914 a 1945 — , e que se deliciam com complicados… mas muito interessantes romances de amor.

ANTONIO CARLOS TÓRTORO
ancartor@yahoo.com
www.tortoro.com.br

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