ARTIGO DE AC TÓRTORO: SEGUNDA DOSE DA VACINA E O EFEITO PELTZMAN

 

“Tudo me é permitido”. 

1 Co 10.23

 

Hoje é dia 5 de maio de 2021, estou com protocolo em mãos, agendados dia e horário para eu receber a segunda dose da vacina CoronaVac, contra o Coronavírus, na Sociedade Recreativa de Esportes, em Ribeirão Preto.

Sobre a primeira dose já escrevi um artigo a respeito, que está em meu site: http://www.tortoro.com.br/blog/?p=15981

Por um lado, me sinto um privilegiado, estando entre os somente 15% da população vacinada, sabendo que milhões de pessoas no mundo, dariam tudo para receberem essas duas doses…e se sentirem, de modo ilusório,  totalmente protegidos nesses tempos de pandemia.

Por outro lado, continuo me sentindo cobaia,  nos meus 71 anos completos, tendo sido diariamente informado por todas as fontes possíveis e imagináveis, sobre as tais vacinas milagrosas,  vendidas como panaceia  para acabarmos com a maldita pandemia.

Em sendo assim,  vou continuar me convencendo de que tomei um placebo chinês: é mais seguro; nem tudo me será permitido.

Nós, seres humanos, temos a tendência a nos expormos mais ao risco à medida em que aumenta a sensação de que estamos em segurança.

Essa sensação de segurança, é claro, não encontra apoio nos fatos. A vacina só começa a oferecer imunidade algumas semanas depois de ministrada a segunda dose.

Além disso, embora a imunização torne menores os riscos de desenvolvimento de um quadro grave ou óbito no caso de uma reinfecção, não impede que esta aconteça – e reinfectada, a pessoa pode continuar  a transmitir o vírus. Isso tudo sem considerar as variantes, para as quais a eficácia da vacina é incerta.

Logo, a vacinação cria a sensação de que só de saber que o imunizante está disponível, ou a caminho, já se pode de algum modo começar a relaxar nos cuidados para prevenir o contágio. Esse fenômeno foi batizado de Efeito Peltzman, em homenagem ao professor de Economia da Universidade de Chicago Sam Peltzman.

Mais uma vez, vou pular de cabeça no abismo chinês que o “desgovernador” paulista abriu para nós, vou para o sacrifício qual cordeiro, apesar de que não sou “puro, sem manchas e sem defeito”: muito pelo contrário.

 

 

 

 

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